ENGENDER
Integração dos Estudos de Género nos curricula e práticas pedagógicas no ensino público universitário em Portugal

Período
25 de março de 2021 a 24 de março de 2024
Duração
36 meses
Resumo

O projeto ENGENDER tem como objetivo central determinar o lugar ocupado pelos Estudos sobre as Mulheres (EMGF) , de Género e Feministas nos diferentes campos disciplinares, o modo como estão a ser integrados nos curricula e práticas pedagógicas das UPP, e o impacto percebido nas experiências pessoais e profissionais de quem com eles se envolve, seja como docente, investigador/a ou estudante.
O modelo teórico e analítico do estudo levará em conta as mudanças sociais e políticas que estão a alterar as condições do trabalho académico (de ensino e investigação): globalização neoliberal dos sistemas educativos; precarização e perda de status do trabalho académico; limitação do mérito à capacidade de atrair financiamentos; conceção de novas métricas para medir o desempenho individual; fomento da hiperespecialização e disciplinarização, com o consequente enfraquecimento do reconhecimento epistemológico aos estudos interdisciplinares; desenvolvimento dos estudos LGBTQI+; disponibilização de financiamento para a implementação de planos de igualdade de género nas instituições; digitalização dos estilos de ensino/aprendizagem. O estudo em apreço está estruturado em torno de três eixos analíticos:
1. Caracterização da integração do EMGF nos curricula e práticas pedagógicas nas Universidades Públicas Portuguesas
2. Grau de integração da perspetiva de género na investigação e perceções sobre a sua valorização
3. Políticas públicas e institucionais
O projeto é desenvolvido por uma equipa multidisciplinar (Sociologia e Psicologia-Educação), que detém um elevado grau de especialização fruto da sua vasta experiência ao nível do ensino e da investigação em EMGF.

Resultados

Os resultados esperados permitirão mapear o lugar do WGFS nos curricula e nas práticas pedagógicas das Universidades Públicas Portuguesas, conhecendo as posturas epistemológicas, metodológicas e profissionais de diferentes atores. O projeto pretende ainda mostrar o papel dos curricula das universidades face aos desafios da Agenda FCT 2030. A posição estratégica das universidades é crucial para cumprir os ODS das Nações Unidas: 4 (Educação de qualidade) e 5 (Igualdade de género). Para tal são necessárias políticas públicas robustas, como a Estratégia Nacional para a Igualdade e Não-Discriminação (ENIND 2018-2030), que acompanhem a ciência e fomentem a produção de conhecimentos com impactos positivos na vida das pessoas.

Palavras-Chave
estudos sobre as mulheres, de género e feministas, mainstreaming da perspetiva de género, projetos de mudança organizacional, neoinstitucionalismo feminista
Financiamento
Fundação para a Ciência e Tecnologia