Colóquio
Ventos de Mudança - Como ler as independências 5 décadas depois
15 e 16 de maio de 2025
Centro Científico e Cultural de Macau (Lisboa)
Programa
15 de maio de 2025
9h30 | Abertura
Carmen Amado Mendes (Presidente do Centro Científico e Cultural de Macau); Guilherme d'Oliveira Martins (Administrador Executivo da Fundação Calouste Gulbenkian); Tiago Santos Pereira (Diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra); Maria Paula Meneses (Coordenadora do Colóquio, CES-UC).
10h-12h30 | 1.ª Sessão: Memórias e compromissos das independências
- Luís Bernardo Honwana (Escritor moçambicano)
- Francisca Van Dunem (Jurista, política)
- José Luandino Vieira (Escritor angolano)
- Odete Semedo (Poeta guineense, investigadora, política)
- Pascoela Barreto (Diplomata leste-timorense)
Apresentação da mesa e moderação de Maria Paula Meneses (CES-UC)
Almoço: 12h30-14h30
14h30-16h15 | 2.ª Sessão: Continuidades dos processos de libertação no Sul global
- Jean Michel Mabeko-Tali (Historiador, Professor, Howard University, EUA)
- Carlos Castel-Branco (Economista, Professor, ISEG - Universidade de Lisboa)
- Jorge Graça (Jurista e assessor de Políticas Públicas, em Moçambique e Timor-Leste)
Apresentação da mesa e moderação de Marisa Ramos Gonçalves (CES-UC)
16h30-17h15 – Intervalo e apresentação de livros
17h15-19h30 | Apresentação do Documentário Sonhámos um País de Isabel Noronha e Camilo de Sousa
(70 min; Produção: Mocik - Cineastas Moçambicanos Associados, Midas Filmes)
Sinopse: No início dos anos 70, Camilo de Sousa saiu de Lourenço Marques, Moçambique, andou pela Europa, juntou-se aos guerrilheiros da FRELIMO e tornou-se cineasta. Hoje, a viver em Portugal, regressa a Moçambique para reencontrar dois camaradas de armas. Com Aleixo Caindi e Julião Papalo ele rememora tempos antigos, quando a alegria da libertação deu lugar aos tempos negros em que a procura do ‘homem novo’ veio destruir os sonhos e as ilusões de um país. [Trailer]
16 de maio de 2025
10h-12h30 | 3.ª Sessão: Legados, heranças e políticas transformadoras
- Inocência Mata (Crítica literária, Professora, Universidade de Lisboa)
- Carlos Sérgio Monteiro Ferreira (Jornalista)
- Benedito Machava (Historiador e Professor, Universidade de Yale, EUA)
- Laura Soares Abrantes (Diplomata, representante permanente de Timor-Leste junto da CPLP)
Apresentação da mesa e moderação de Margarida Calafate Ribeiro (CES-UC)
Almoço: 12h30-14h
14h-14h30 – Visita ao Museu do Centro Cultural e Científico de Macau
14h45-16h30 | 4.ª Sessão: Futuros próximos para redesenhar a democracia, os direitos humanos, o desenvolvimento e o meio ambiente.
- Sumaila Jaló (Ativista guineense, estudante de doutoramento na UC)
- Jessemusse Cacinda (Escritor moçambicano, estudante de doutoramento na UC)
- Victor Barros (Investigador do IHC/IN2PAST - Universidade NOVA de Lisboa)
- Berta Antonieta Tilman (Ativista leste-timorense, estudante de mestrado na SOAS, Universidade de Londres)
Apresentação da mesa e moderação de Natália Bueno (CES-UC)
16h45-17h30 – Intervalo e apresentação de livros
17h30-19h30 | Apresentação do Documentário Chão Verde de Pássaros Escritos de Sandra Inês Cruz
(78 min; Produção: Um Segundo Filmes)
Sinopse: Chão Verde de Pássaros Escritos acompanha o percurso firme de Luandino Vieira em direção a uma Angola livre. O regresso ao Tarrafal, onde o escritor esteve encarcerado por 8 anos, traz à luz palavras antigas escritas na prisão - papéis soltos, cartas, telegramas, diários, projetos de livros – e abre janelas para sonhos distantes, medos, resistência e desistências, independências. E para a literatura, sempre. Rodado entre o Minho, Lisboa e Cabo Verde, Chão Verde de Pássaros Escritos é um relato possível dos custos da libertação de Angola. [Trailer]