Oficina
Insider/Outsider: Positionality, Visibility and the Labels of Knowledge Production in Research on Disability and Chronic Illness
Miriam Ferraro
Miriam Serini
14 de julho de 2026, 16h00-17h30
Sala 2, CES | Alta
Esta contribuição conjunta promove um diálogo entre duas investigadoras posicionadas em lados opostos do eixo insider/outsider, com o objetivo de problematizar uma questão que partilham: as condições sob as quais uma pessoa passa a ser reconhecida como produtora legítima de conhecimento sobre corpos e mentes marcados pela diferença. Miriam Serini analisa as implicações metodológicas e epistemológicas de investigar a neurodivergência a partir de uma posição neurotípica, recorrendo à cripistemologia para questionar formas de investigação social construídas em torno de pressupostos neurotípicos acerca da comunicação, da temporalidade, da participação e da autorrepresentação narrativa. Miriam Ferraro examina o que significa transportar e tornar visível um rótulo invisível na investigação e na academia, mobilizando a teoria feminista para explorar de que modo a reflexividade pode ser praticada de formas que questionam, em vez de tranquilizarem.
Ao promover este diálogo, procuramos abrir um espaço de discussão sobre questões de posicionalidade e justiça epistémica: quem é reconhecido/a como produtor/a legítimo/a de conhecimento sobre corpos e mentes não conformes? O que é tornado (in)visível no ato de conhecer e de ser conhecido? E o que significa assumir uma posição de insider ou outsider no contexto da investigação?
Moderação: Mara Pieri (Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra)
O evento decorrerá em inglês
Notas biográficas
Miriam Serini é licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Roma Tre e mestre em Sociologia pela Universidade de Milão-Bicocca. É doutoranda na Universidade Milão-Bicocca. Os seus principais interesses de investigação incluem políticas públicas, bem-estar local, crip studies e educação inclusiva. Atualmente, dedica-se ao estudo da neurodiversidade e do espaço urbano, com foco tanto na análise da ação pública como nas formas através das quais as pessoas neurodivergentes habitam o espaço público. É atualmente doutoranda visitante no CES.
Miriam Ferraro é doutoranda em Humanidades na Universidade de Ferrara, Itália. A sua investigação centra-se nos estudos da saúde, da deficiência e dos media, com especial atenção às narrativas digitais sobre saúde, à neurodiversidade e ao ativismo online. Recorre a metodologias qualitativas e à análise crítica do discurso para investigar experiências de doença, identidade e inclusão social. O seu trabalho explora a forma como as plataformas digitais moldam o conhecimento, a representação e as experiências relacionadas com os cuidados de saúde. É atualmente doutoranda visitante no CES.


