Seminário

Bad Bunny, Reggaeton e Ecologias Decoloniais Combativas em Porto Rico

Gustavo Garcia-López (CES)

20 de maio de 2026, 17h30

Sala 1, CES | Alta

A ascensão global de Bad Bunny não é apenas um fenómeno musical — é também um fenómeno político e cultural que tem suscitado, em diferentes partes do mundo, questões fundamentais sobre identidades, poder e resistências. Este seminário explora as origens, os significados e as implicações sociais do artista, do reggaeton e de uma decolonialidade combativa que atravessa a sua produção artística.

Situando a sua obra no contexto das lutas sociais, ambientais e políticas contra o colonialismo em Porto Rico, discutiremos como Bad Bunny se tem afirmado como uma voz de contestação e mobilização. A partir da sua música, estética e posicionamentos públicos, analisaremos as denúncias da marginalização social e do racismo, da corrupção estatal, do machismo e da negligência governamental face ao furacão Maria, bem como as lutas contra a injustiça energética e os processos de gentrificação.

Moderação: Flora Pereira da Silva (CES)


Notas biográficas

Gustavo García López é um investigador engajado, educador e organizador das ilhas de Porto Rico. Tem formação transdisciplinar em ciências socioambientais, combinando a ecologia política, planejamento e políticas públicas ambientais com estudos decoloniais da América Latina e das Caraíbas. O seu trabalho centra-se em iniciativas e movimentos eco-sociais transformadores, fazendo a ponte entre as prácitcas dos comuns, da autogestão, das ecologias insurgentes, dos movimentos de justiça ambiental e climática, e das transições justas. Atualmente é Investigador Integrado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde integra a Oficina de Ecologia e Sociedade (ECOSOC), da qual foi cocoordenador entre 2022 e 2025, e o Observatório de Risco (OSIRIS).

Flora Pereira da Silva é Doutoranda do Programa de Pós-Colonialismo e Cidadania Global, na Universidade de Coimbra (FEUC/CES). Pesquisa ontologias e epistemologias feministas do sul relacionadas ao clima, meio ambiente e terra através das lentes da crítica pós-colonial e da ecologia política. Membro da Oficina de Ecologia e Sociedade (ECOSOC) do CES, Flora é Chefe de Educação e Engajamento no Pulitzer Center, onde lidera programas e equipes de engajamento e educação nos Estados Unidos, América Latina, África Central e Sudeste Asiático, que combinam jornalismo investigativo, articulação com movimentos sociais e práticas acadêmicas para mobilização social contra desigualdades sociais e a degradação ambiental. Anteriormente, ela trabalhou em várias agências da ONU e foi a fundadora da Afreaka, uma ONG de mídia e educação.


Atividade no âmbito da Oficina de Ecologia e Sociedade (ECOSOC-CES)