Apresentação de livro
«Cidade Participada: Arquitectura e Democracia | Bairro do Pego Longo». Coord. Paulo Providência e Carlos Machado
17 de setembro de 2026, 17h00
Foyer da Biblioteca Norte | Sul, CES | Alta
Apresentação do novo volume da colecção editada pela Tinta da China dedicada às Operações SAAL, o grande projecto de habitação democrática em Portugal - o caso de Pego Longo.
A sessão terá moderação de José Reis (FEUC/CES), e contará com uma apresentação por José António Bandeirinha (CES/DArq), e comunicações por Carlos Machado e Paulo Providência (CES/DArq). Será ainda projetado um curto video (7 minutos), com excertos de uma entrevista ao Arq. Bartolomeu Costa Cabral.
Sobre o livro
Experiência urbanística e social única, as Operações SAAL tiveram início no pós‑25 de Abril. Tratou‑se de um processo de características ímpares, que resultou de uma longa luta e reflexão colectiva das populações, juntamente com equipas multidisciplinares que contaram com arquitectos como Álvaro Siza, Bartolomeu Costa Cabral, Gonçalo Byrne, Manuel Correia Fernandes, Manuel Vicente ou Raúl Hestnes Ferreira. Cidade Participada: Arquitectura e Democracia regista e documenta os processos das operações SAAL, traça o perfil das populações envolvidas e reflecte sobre a diversidade e as consequências desta imensa iniciativa arquitectónica e democrática.
O processo SAAL que é objecto deste volume teve lugar na fronteira entre os concelhos de Sintra e Oeiras. A partir de uma vasta selecção arquivística, da visita ao local e de conversas com o autor do projecto, o livro regista o seu estado actual, a permanente necessidade de adaptação e as particularidades do caso de Pego Longo. Bartolomeu da Costa Cabral, o arquitecto responsável, via no SAAL a virtude de uma participação efectiva das populações, ouvindo as suas aspirações e os seus desejos. O papel do arquitecto consistia então em traduzi‑los fielmente, tomando em linha de conta as referências, no «estudo de situação» — que, pela sua importância, é aqui publicado integralmente —, a um arraigado sentimento de ligação à periferia urbana, à pequena escala doméstica das hortas e da «vivenda», à riqueza espacial do indeterminado e diverso.


