Seminário
Mulheres rurais e agroecologia: barreiras, invisibilidades e alternativas económicas
24 de novembro de 2026, 18h00-20h00 (GMT)
Evento em formato digital
As mulheres desempenham um papel central na agricultura familiar, na produção alimentar e na sustentabilidade dos territórios rurais. No entanto, o seu trabalho continua frequentemente invisibilizado e marcado por desigualdades no acesso à terra, ao rendimento, à proteção social e aos espaços de decisão.
Este seminário propõe uma reflexão sobre os principais desafios enfrentados pelas mulheres rurais e explora o potencial da agroecologia para promover maior reconhecimento, autonomia económica, participação política e justiça de género. Reunindo investigadoras, ativistas e profissionais com longa experiência de trabalho junto de comunidades e mulheres rurais, pretende-se debater obstáculos persistentes, partilhar experiências e identificar caminhos para a construção de sistemas alimentares mais sustentáveis e igualitários.
Questão orientadora: Quais são os principais obstáculos enfrentados pelas mulheres na agricultura familiar e como a agroecologia pode contribuir para a sua autonomia económica, social e política?
Oradoras
Cristina Amaro da Costa é professora na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu e investigadora nas áreas da agroecologia, agricultura familiar e sistemas alimentares sustentáveis. Coordenou os projetos MAIS e PAGE, dedicados à valorização do papel das mulheres na agricultura, à preservação dos saberes rurais e à promoção da inovação liderada por mulheres e jovens nos territórios rurais.
[A confirmar] Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas - MARP, filiada na Confederação Nacional de Agricultura (CNA), promove os direitos das mulheres rurais, a valorização do seu trabalho e o reconhecimento do seu contributo para a produção alimentar, a agroecologia e a coesão territorial.
Joana Dias é coordenadora de programas na ACTUAR - Associação para a Cooperação e Desenvolvimento e especialista em sistemas alimentares sustentáveis, desenvolvimento rural e cooperação internacional, com vasta experiência em projetos na Europa, África e América Latina.
Emma Siliprandi é investigadora e uma das principais referências da agroecologia feminista na América Latina. Tem desenvolvido trabalho académico e de intervenção junto de organizações de mulheres rurais, movimentos sociais, universidades e organismos internacionais, incluindo a FAO, contribuindo para o fortalecimento das lutas das mulheres por reconhecimento, autonomia e justiça social.
Atividade integrada no ciclo Agroecologia, Mulheres Rurais e Feminismos, no âmbito do projeto URGE – Cultivar a Igualdade: Mulheres Rurais, Sistemas Alimentares e Agroecologia na Península Ibérica, que pretende criar um espaço de debate, reflexão crítica e partilha de experiências sobre as relações entre agroecologia, feminismos e mundos rurais.
Organização conjunta entre o CES e o DINAMIA-CET-Iscte
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Esta atividade realiza-se através da plataforma Zoom, sem inscrição obrigatória. No entanto, está limitada ao número de vagas disponíveis >> https://zoom.us/j/82657461320 | ID: 826 5746 1320 | Senha: 877691
Agradece-se que todas/os as/os participantes mantenham o microfone silenciado até ao momento do debate. A/O anfitriã/ão da sessão reserva-se o direito de expulsão da/o participante que não respeite as normas da sala.
As atividades abertas realizadas em formato digital, como esta, não conferem declaração de participação, uma vez que tal documento apenas é emitido em eventos que prevejam controlo de acesso e participação pela instituição.

