Apresentação

 

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Apresentação

O programa de doutoramento Patrimónios de Influência Portuguesa funciona (DPIP) numa base interdisciplinar, destacando-se no panorama internacional, onde a área do património é afirmadamente disciplinar. A abordagem usada apresenta uma conjugação de olhares entre a Arquitetura, o Urbanismo, os Estudos Culturais, os Estudos Literários, a História, a Antropologia e a Sociologia. Os estudantes do programa ficarão doutorados em Estudos Culturais ou Arquitetura e Urbanismo, dependendo da abordagem que imprimirem à sua dissertação.

Graças aos acordos estabelecidos no processo de internacionalização iniciado em 2013 com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, os estudantes podem realizar o seu percurso em regime de cotutela, através de acordos de cotitulação, que permitem obter o grau da Universidade de Coimbra e, simultaneamente, de uma ou duas outras universidades da Rede.
A terceira edição do DPIP, iniciada em fevereiro de 2015, tem formato internacional, associando-se em regime de cotutela na Europa (Universidade do Algarve; Universidade de Bolonha; Universidade Paris-Ouest Nanterre La Défense); na América do Sul (Universidade Federal Fluminense, Brasil) e em África (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique). Em regime de colaboração estão ativas parcerias com UNESCO; Fundação Calouste Gulbenkian; Camões – Instituto da Cooperação e da Língua; Associação IVERCA — Turismo, cultura e meio ambiente, Maputo, Moçambique; Associação Tchiweka de Documentação e Companhia de Dança de Angola Luanda, Angola; M_EIA (Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura) de Cabo Verde.

De momento, os estudantes do DPIP desenvolvem o seu trabalho em missões de investigação em Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Malásia, Marrocos, Moçambique, Japão, Índia, São Tomé e Príncipe, Sri Lanka, e Timor, assim como junto das comunidades falantes de português nos territórios tradicionalmente designados de emigração.

A ampliação de pensamento proposta, bem como a sua abordagem pós-colonial e de promoção do diálogo norte-sul, coloca este programa de doutoramento num patamar de excelência de reflexão, investigação e produção científica singular na Europa. Este programa, baseado na mobilidade docente e discente, pretende criar equipas de pequena e grande dimensão e massa crítica capaz de fundar um think tank na área de Patrimónios de Influência Portuguesa, olhando para o “património” enquanto conceito cultural e político. Em linguagem académica, converte-se nas titulações em Estudos Culturais e Arquitetura e Urbanismo, numa formação contaminada capaz de produzir consultores especializados para a execução de serviços nestas áreas.
 

Antecedentes

O programa de doutoramento Patrimónios de Influência Portuguesa (DPIP) surge do diálogo interdisciplinar entre vários investigadores do Centro de Estudos Sociais (CES), ligando as linhas de investigação de dois dos seus núcleos de investigação: o Núcleo de Humanidades, Migrações e Estudos para a Paz e o Núcleo de Estudos sobre Cidades, Culturas e Arquitetura, a que se juntaram académicos de outras instituições portuguesas e estrangeiras de diversas áreas disciplinares.
Ressalte-se nesse diálogo:

a) O anterior trabalho de António Sousa Ribeiro e Margarida Calafate Ribeiro no âmbito do programa de doutoramento Pós-colonialismos e Cidadania Global, bem como os trabalhos de António Sousa Ribeiro sobre os conceitos basilares do doutoramento Patrimónios de Influência Portuguesa, como memória (nas suas várias declinações), identidade, testemunho, herança, pós-colonialismo, entre outros, e de Margarida Calafate Ribeiro, as reflexões sobre Portugal e o seu império, sintetizadas no livro Uma História de Regressos: império, guerra colonial e pós-colonialismo, assim como noutras publicações.

b) O trabalho de longo curso de Paulo Varela Gomes e Walter Rossa sobre história da arquitetura e do urbanismo portugueses no Mundo, com especial foco no Oriente, que teve como primeiro grande ensaio a montagem do curso de mestrado em “Arquitetura, Território e Memória” do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e, mais recente resultado, parte considerável da coordenação e redação da obra Património de Origem Portuguesa no Mundo: arquitetura e urbanismo, dirigida por José Mattoso e produzida pela Fundação Calouste Gulbenkian, depois vertida no website interativo Heritage of Portuguese Influence / Património de Influência Portuguesa (hpip.org).

Foi desenvolvido formalmente um processo ao longo de 2009: primeiro com a aprovação das várias instâncias da UC, a que se seguiu o processo de acreditação pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), em março de 2010 (Processo n.º NCE/09/01387).

A primeira edição do curso teve início em 2010 (2010-2014), a segunda edição em 2012 (2012-2016) e a terceira edição em 2015 (2015-2019).
Para a segunda edição, iniciada em 2012 (2012-2016), foi celebrado um protocolo de colaboração com a Universidade do Algarve, através da sua Cátedra Odebrecht/Capistrano de Abreu, tendo já em vista o início do processo de internacionalização.

Em 2013, o DPIP foi vencedor do Concurso 2013 do Programa Gulbenkian Qualificação das Novas Gerações / Projetos Inovadores no Domínio Educativo da Fundação Calouste Gulbenkian. O prémio representou um financiamento para a construção da versão internacional do DPIP, apoiando os encontros institucionais do consórcio, e a mobilidade de docentes e discentes, que beneficiaram de bolsas de curta duração para o desenvolvimento dos seus projetos de investigação em contexto internacional.

Iniciado o processo de internacionalização, a terceira edição do programa de doutoramento, iniciada em fevereiro de 2015 (2015-2019), associou-se, em regime de cotutela: na Europa, às Universidades do Algarve, de Bolonha e Paris-Ouest; na América do Sul, à Universidade Federal Fluminense (Brasil); e em África, à Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique).

Estão ainda ativas as parcerias com UNESCO; Fundação Calouste Gulbenkian; Instituto Camões – Instituto da Cooperação e da Língua; Associação IVERCA — Turismo, cultura e meio ambiente, Maputo, Moçambique; Associação Tchiweka de Documentação e Companhia de Dança de Angola Luanda, Angola; e foram negociadas participações com o M_EIA (Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura) de Cabo Verde.

"Cheguei ao CES com objetivos e focos muito limitados. Contudo, acabei por me deparar com um universo mais amplo, multicultural e interdisciplinar. O programa é extremamente favorável para uma formação acadêmica rica e completa, com professores de excelência, com quem tenho o privilégio de trabalhar."

Marcela Santana, em tese (Brasil)