https://ces.uc.pt/summerwinterschools/?lang=1&id=21303

Apresentação

 

A ESCOLA DE VERÃO INTERNACIONAL “EPISTEMOLOGIAS DO SUL” É UM ESPAÇO PARA CONHECER, EXPERIMENTAR, DISCUTIR E AMPLIAR AS EPISTEMOLOGIAS DO SUL

As Epistemologias do Sul são uma proposta epistemológica e política que denuncia a hegemonia do projeto moderno de matriz eurocêntrica e que aposta no alargamento das possibilidades de justiça social e justiça cognitiva, reconhecendo a impossibilidade de uma sem a outra. O Sul, neste contexto, não é um lugar geográfico, mas é, por um lado, uma metáfora do sofrimento injusto promovido pela opressão do colonialismo, do capitalismo e do heteropatriarcado e, por outro, um espaço plural de criatividade epistemológica intimamente ligada aos conhecimentos forjados nas resistências e nas lutas. O Sul assim pensado é heterogéneo e inclui espaços diversos, experiências variadas e uma infinidade saberes. As Epistemologias do Sul reconhecem essas diferenças e valorizam-nas, incentivando diálogos Sul-Sul, assim como diálogos Sul-Norte.

É urgente conhecer, valorizar e articular propostas epistemológicas, pedagógicas e metodológicas que promovam a luta contra o epistemicídio, isto é, a destruição de conhecimentos não validados ou feitos inexistentes pelos critérios do cânone científico moderno.

A Escola de Verão pretende contribuir para esse projeto. Funciona como lugar de encontro para a expansão da imaginação política e epistemológica, que não se basta na denúncia do pensamento hegemónico capitalista, colonialista e heteropatriarcal, procurando construir e pensar alternativas diversas, e em diferentes escalas, que através da tradução intercultural contribuam para a reinvenção das narrativas sobre o que vem a seguir. Articulando arte, ciência e os saberes das resistências e das lutas, o trabalho será coletivo e juntará investigadorxs do grupo das Epistemologias do Sul, poetas e músicxs, além de quarenta participantes provenientes de vários lugares do mundo e portadorxs de diferentes saberes.

À semelhança do que aconteceu nas edições anteriores, espera-se um grupo heterogéneo em termos de origem, idade, experiência de trabalho e de luta. Esta escola de verão será um espaço de troca e coaprendizagens para imaginar desenhar utopias a partir de experiências e saberes concretos.

São quatro as premissas em que assentam as Epistemologias do Sul:

1. a compreensão do mundo excede em muito a compreensão ocidental do mundo;

2. não faltam alternativas no mundo, o que falta é um pensamento alternativo de alternativas: muita da diversidade do mundo é desperdiçada, porque as teorias e conceitos desenvolvidos no Norte global e usados em todo o mundo académico não identificam grande parte dessa diversidade;

3. a diversidade do mundo é infinita e nenhuma teoria geral a pode captar;

4. a alternativa a uma teoria geral é construída em quatro passos: sociologia das ausências, sociologia das emergências, ecologia de saberes, tradução intercultural. 

 

A Escola de Verão é autofinanciada e não gera lucro. O valor da inscrição é usado para assegurar a cada participante alojamento em quarto partilhado no hotel das termas da Curia; pequenos-almoços, lanches, almoços e jantares durante todo o curso; materiais de leitura e outros materiais usados nas oficinas; transporte ida e volta Coimbra-Curia.  O dinheiro das inscrições permite, ainda, financiar 4 bolsas para participantes sem condição económica para comportar o preço da inscrição, um mecanismo de ação afirmativa; bem como o alojamento e os honorários dos/as coordenadores/as de oficinas convidadas/os. Cobre, ainda as despesas de alojamento e alimentação das/os organizadoras/os da escola e dos/as formadores/as do CES, que não recebem qualquer honorário.

A Curia, perto de Coimbra, com o parque natural como paisagem, é um cenário que permite nove dias simultaneamente intensos e tranquilos de aprendizagens e enriquecimentos mútuos. As termas tiveram o seu período áureo entre as décadas de 1920 e 1950, após esse período o turismo termal foi decaindo levando ao encerramento de serviços e à progressiva decadência de muitas das instalações existentes. A presença anual da Escola de Verão na Curia é também uma forma de contribuir para uma economia local frágil de que dependem muitas/os trabalhadores/as. O hotel onde a Escola de Verão ficará instalada acolhe muitos estudantes de hotelaria em formação e garante tranquilidade e preços que seriam impraticáveis num contexto urbano.   

 


 

 

O que distingue esta Escola de Verão

   

 

O imaginário epistemológico presente nesta Escola de Verão extravasa o registo científico convencional. A escola será um laboratório social ativo onde cabem ciência, arte, experiências de luta social, corpos e emoções.


Entendemos o curso como espaço de convívio, bem-estar, partilha de saberes heterogéneos e aprendizagens mútuas entre todos/as. Reconhecemos a centralidade da produção de conhecimento para lá das paredes da academia e procuramos que a produção artística desafie a imaginação política.

Académicos, artistas, outros profissionais, estudantes e ativistas partilharão aulas, oficinas de ciência e lutas sociais, oficinas de arte, momentos de convívio e lazer, conversas, espaços de reflexão, visitas de estudo e tempos planeados pelos participantes. Propomos diversidade e diálogo intercultural. Por um lado, reconhecemos as extraordinárias diferenças que compõem o mundo e, por outro, estamos convictos de que as experiências de luta partilhadas permitem a constituição de um Sul diverso mas unido e com potencial de resistência contra o colonialismo, o capitalismo e o patriarcado.

Mesmo reconhecendo as dificuldades operacionais da diversidade linguística, a Escola de Verão recusa a hegemonia da língua única e as exclusões que promove, estando aberta à participação dos/as falantes de português ou espanhol ou inglês. A tradução será parcialmente assegurada por tradutores/as profissionais. Nos momentos em que tal não seja possível, irá apelar-se à responsabilidade partilhada dos participantes que possam ajudar na tradução. Os/as professores/as estarão disponíveis para colaborar.

A Curia, na região centro de Portugal, com o parque natural como paisagem, é um cenário perfeito para uma semana simultaneamente intensa e tranquila de aprendizagens e enriquecimentos mútuos. 

 

Objetivos

A partir das Epistemologias do Sul, este curso procura ir além do conhecimento moderno eurocêntrico ou, na linguagem das Epistemologias do Sul, do pensamento abissal. O pensamento abissal é uma metáfora de Boaventura de Sousa Santos sobre a  hegemonia do pensamento moderno.


I.

O pensamento Abissal e pós-abissal 

Uma linha imaginária divide o mundo entre o universo “deste lado da linha” e o universo “do outro lado da linha”, desumanizando pessoas e descredibilizando saberes e linguagens que saem do cânone. O outro lado, mais do que irrelevante, é produzido como não existente. A superação do pensamento abissal passa pela transformação de ausências em emergências, pela ecologia de saberes, pela tradução intercultural. Estes instrumentos epistemológicos serão traves mestras desta Escola de Verão e, no final, devem ser amplamente compreendidos por todos e todas

II.

Conhecimento transformador

A partilha global de experiências, conhecimentos e projetos de transformação social ampliará criticamente as discussões e as perspetivas num espirito de enriquecimento coletivo. O objetivo é que todas/os, formadores/as e formandos/as, saiam transformadas/os e enriquecidas/os. Incentivaremos a construção de um coletivo que não se dilua ao final dos dez dias de duração da Escola, mas se prolongue no espaço e no tempo, dando continuidade aos seus objetivos.

III.

Cartografia emancipatória das lutas sociais

Gerada no desafio da ecologia de saberes, a Escola tem no horizonte a construção de uma cartografia mais emancipatória, onde caibam línguas, histórias, saberes, opções, resistências e lutas excluídas das narrativas oficiais ou classificadas como inferiores e irrelevantes.

O DESAFIO É AMPLO: APRENDER A SONHAR COLETIVAMENTE E A EXPLORAR A ALQUIMIA INQUIETANTE DA ARTE, DA CIÊNCIA, DA LUTA COM VISTA À CRIAÇÃO DE PROJETOS DE DEMOCRATIZAÇÃO DA JUSTIÇA COGNITIVA E SOCIAL

 

 

 

Programa

Aceda ao programa aqui:

 

Candidatos/as

 

As candidaturas estão abertas a todxs que estejam disponíveis a participar num espaço desafiante de aprendizagens mútuas com o horizonte da descolonização do pensamento e da luta contra o capitalismo, o colonialismo e o heteropatriarcado.  Espera-se a constituição de um grupo heterogéneo, composto por académicxs de áreas diversas, artistas e outros profissionais, estudantes e ativistas, com origem em diversas partes do mundo. Valoriza-se o envolvimento dxs participantes com movimentos sociais ou outras formas de ativismo ou luta social.

 

 

 

 

Candidatura, inscrição e propina

 

I. CANDIDATURA


As candidaturas ao curso podem ser feitas até 28 de fevereiro de 2019.

Todos/as os interessados/as em participar na Escola de Verão devem preencher o formulário abaixo, anexando uma breve carta de apresentação e motivação e um curriculum vitae resumido.

IMPORTANTE:

1. A carta apresentação e motivação pode ser escrita em inglês, português ou espanhol e não deve exceder as 700 palavras. Esta carta deve mencionar o percurso do/a candidato como estudante, académico, artista, ativista e/ou outra experiência considerada relevante, bem como a motivação desta candidatura;

2. O CV não deve ultrapassar as 2 páginas;

3. Os/as candidatos/as receberão uma confirmação de que a candidatura foi recebida.

4. O curso está limitado a 40 participantes. Os/as candidatos/as serão notificados da aceitação ou não aceitação até ao dia 15 de março.

 

II. CANDIDATURA À BOLSA

Serão atribuídas 4 bolsas de estudo, que cobrem a participação integral no curso (taxa de inscrição, alojamento, alimentação e transporte de Coimbra para a Curia e o regresso).

Os/as candidatos/as a bolsa de estudo devem, no momento da candidatura ao curso, selecionar a opção "Candidatura à Bolsa" no formulário. Neste caso, ao CV resumido (até duas páginas) e à carta de apresentação (até 700 palavras), devem anexar uma carta de justificação da candidatura à bolsa, que não deve ter mais do que 500 palavras.
 

FORMULÁRIO CANDIDATURA AO CURSO    

                                  

III. INSCRIÇÃO

Até ao dia 20 de abril, os/as candidatos/as aceites deverão proceder ao pagamento de um depósito no valor de 100€. Este valor, não reembolsável em caso de desistência, será descontado no valor total da propina caso a inscrição seja concluída.


Após o pagamento de depósito, os/as participantes deverão proceder à inscrição dentro dos prazos previstos. Existem vários tipos de inscrições, com diferentes valores de propina.

INSCRIÇÃO NA ESCOLA DE VERÃO:
 

Registo e pagamento de depósito 
até 20 de abril
100€
Registo antecipado 
pagamento do valor total da propina até 1 de maio
Estudantes: 980€
Geral: 1280€
Registo tardio 
Pagamento do valor total da propina até 1 de junho
Estudantes: 1280€
Geral: 1400€

Os prazos para pagamento do valor total da propina são o dia 1 de maio (inscrições antecipadas) e  dia 1 de junho (inscrições tardias).

Em caso de desistência, o valor da propina será devolvido se a notificação da desistência acontecer pelo menos 45 dias antes do início do curso. Quando os cancelamentos forem efetuados após o dia 17 de maio não será possível proceder ao reembolso o valor das propina. Os 100 euros de depósito em nenhuma situação poderão ser devolvidos.

A notificação de aceitação será acompanhada de informação que orientará o/ participante nos seguintes procedimentos: depósito, inscrição e pagamento da propina.

Os/as participantes podem solicitar à organização documentos necessários para a viagem ou obtenção de fundos, nomeadamente cartas-convite. Note-se que a comissão organizadora não ficará responsável pela obtenção de vistos ou fundos de apoio.

Para qualquer questão relacionada com estes assuntos, por favor contacte a comissão organizadora: alicesummerschool@ces.uc.pt.
 


A PROPINA INCLUI A PARTICIPAÇÃO NOS SEMINÁRIOS; ALOJAMENTO EM QUARTO PARTILHADO NO HOTEL DAS TERMAS DA CURIA;  PEQUENOS-ALMOÇOS, ALMOÇOS E JANTARES DURANTE O CURSO; LANCHES; MATERIAIS DE LEITURA;  O TRANSPORTE IDA E VOLTA COIMBRA - CURIA.
ATENÇÃO, A PROPINA NÃO INCLUI A VIAGEM INICIAL ATÉ COIMBRA.

Xs investigadorxs do CES que organizam esta escola de verão e/ou colaboram como formadores/as não recebem qualquer honorário. As propinas cobrem apenas os custos da escola de verão. 

 

 

 

Coordenadores/as das Sessões

 

 

Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos é professor de sociologia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Distinguished Legal Scholar na Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar na Universidade de Warwick. É o Diretor Científico do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça. Dirige o projeto ALICE – Espelhos Estranhos, Lições Imprevistas. Publicou largamente sobre os processos de globalização, o direito e a justiça, o Estado, epistemologia, democracia e direitos humanos, em português, espanhol, inglês, italiano, francês e alemão. Entre as suas publicações recentes mais relevantes em português encontram-se: Se Deus fosse um ativista dos direitos humanos (Cortez Editora, 2013); Epistemologias do Sul , (Cortez, 2012);Renovar a teoria crítica e reinventar a emancipação social (Boitempo, 2007); A gramática do tempo. Para uma nova cultura política (Afrontamento, Cortez, 2006); Fórum Social Mundial: Manual de Uso (Cortez, Afrontamento, 2005); A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência (Afrontamento, Cortez, 2000). > saber mais

 
Bruno Sena Martins

Bruno Sena Martins é Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES). Actualmente, desempenha no CES as funções de Vice-presidente Conselho Científico e de Co-coordenador no Programa de extensão académica "O Ces vai à Escola." É ainda Co-coordenador do Programa de Doutoramento "Human Rights in Contemporary Societies." É docente no Programa de Doutoramento "Pós-colonialismos e cidadania global." Entre 2013 e 2016, foi Co-coordenador do Núcleo "Democracia, Cidadania e Direito" (DECIDe). É Licenciado em antropologia e doutorado em sociologia. Os seus temas de interesse preferenciais são o corpo, a deficiência, os direitos humanos e o colonialismo. No âmbito da sua pesquisa realizou trabalho de campo em Portugal, na Índia e em Moçambique, mantendo ainda estreitas ligações com a academia Brasileira. Realizou dois filmes documentais de divulgação científica. Em 2006, foi galardoado com Prémio do Centro de Estudos Sociais para Jovens Cientistas Sociais de Língua Oficial Portuguesa. Em 2007, esteve como Research Fellow no Centre for Disability Studies (CDS), na School of Sociology and Social Policy da Universidade de Leeds.saber mais

 
Fado Bicha (Lila Fadista & João Caçador)

O Fado Bicha é um projeto musical e ativista composto por Lila Fadista (voz) e João Caçador (guitarra elétrica e outros instrumentos). O projeto, em todas as suas vertentes (temática, lírica, visual, musical), assenta sobre uma premissa de subversão da regra heteronormativa. Mais ainda quando a matriz de referência e a matéria sobre a qual trabalham é o fado, um estilo musical conservador nutrido por um meio tradicionalista. Através da alteração de poemas já cantados e da criação de novos, criam-se espaços para a experimentação de narrativas não normativas no que toca ao género e à sexualidade. É fado até ao tutano, intenso e rasgado, e é bicha porque usa a subversão como linguagem de identidades tão pouco representadas.   

 

 
João Arriscado Nunes

João Arriscado Nunes é Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, co-coordenador do Programa de Doutoramento "Governação, Conhecimento e Inovação" e Investigador do CES. Foi Pesquisador Visitante na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), no Rio de Janeiro. Os seus interesses de investigação centram-se nas áreas dos estudos de ciência e de tecnologia (em particular, da investigação biomédica, ciências da vida e da saúde pública, da relação entre ciência e outros modos de conhecimento), da sociologia política (democracia, cidadania e participação pública, nomeadamente em domínios como ambiente e saúde) e teoria social e cultural (com ênfase no debate sobre as "duas culturas"). Mais recentemente, coordenou os projectos de investigação "Avaliação do estado do conhecimento público sobre saúde e informação médica em Portugal", no âmbito do Programa Harvard Medical School - Portugal e "BIOSENSE". Coordenou e participou em vários projectos nacionais e internacionais. Co-organizador dos livros Enteados de Galileu: A Semiperiferia no Sistema Mundial da Ciência (Porto: Afrontamento, 2001); Reinventing Democracy: Grassroots Movements in Portugal (London: Frank Cass, 2005) e Objectos Impuros: Experiências em Estudos Sobre a Ciência (Porto: Afrontamento, 2008) e autor de publicações diversas. > saber mais

 
José Manuel Mendes

José Manuel Mendes é Professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador no Centro de Estudos Sociais. A sua investigação tem-se centrado nas áreas das desigualdades, da mobilidade social, dos movimento sociais e da ação coletiva. Mais recentemente, o seu principal foco de trabalho incide sobre as questões do risco e da vulnerabilidade social. É co-coordenador do Observatório do Risco (OSIRIS) e do Centro de Trauma, ambos criados no âmbito do CES. Entre as suas publicações mais recentes, destacam-se Os lugares (im) possíveis da cidadania. Estado e risco num mundo globalizado (co-organizado com Pedro Araújo, Almedina, 2013) e Do ressentimento ao reconhecimento: vozes, identidades e processos políticos nos Açores (1974- 1996) (Afrontamento, 2003). > saber mais

 
Maria Paula Meneses

Maria Paula Meneses é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. É também membro do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança, em Moçambique. De entre os temas de investigação com que trabalha atualmente assumem destaque os debates pós-coloniais; o pluralismo jurídico com especial ênfase para as relações entre o Estado e as "autoridades tradicionais" no contexto africano; e o papel da história oficial, da memória e das "outras" histórias no resgate de um sentido mais amplo de pertença no campo dos processos identitários contemporâneos, especialmente no contexto geopolítico africano.
Maria Paula Meneses tem lecionado em várias universidades, entre as quais estão a Universidade de Sevilha (Espanha); a SOAS (Reino Unido); a Universidade de Bayreuth (Alemanha); e a Universidade Federal Fluminense (Brasil).
Das suas obras publicadas destacam-se: O Direito por fora do Direito: as instâncias extra-judiciais de resolução de conflitos em Luanda (Co-organizado com Júlio Lopes, Almedina, 2012); Epistemologias do Sul (co-organizado com Boaventura de Sousa Santos, Cortez, 2012); Law and Justice in a Multicultural Society: The Case of Mozambique (co-organizado com Boaventura de Sousa Santos e João Carlos Trindade, CODESRIA, 2006). > saber mais

 
Mick Mengucci
Músico, performer e engenheiro de multimédia. Italiano a residir em Lisboa desde 1998, combina habilitações científicas e académicas com a música, a poesia e a arte. Trabalha como animador e cantor em várias bandas e coordena projetos artísticos que aliam a spokenword à interação multimédia. Com um doutoramento em  processamento de imagem digital pelo IST, a sua investigação tem-se centrado na área da interação digital para o desenvolvimento de sistemas e instalações interativas para eventos, performances e dispositivos SSD (sensory substitution devices). Dinamiza workshops em escolas em torno da poetry slam, das artes digitais e da musicalidade em colaboração com outros profissionais e artistas através do Lab.I.O. – Laboratório de Interação e Oralidade. Organiza  eventos de Poetry Slam desde 2010.  Slammer por paixão e declamador de textos, tem emprestado a voz para dobragens e ocasionalmente trabalha como ator. Tem colaborado com músicos de origens e influências diversas > saber mais
 
Raquel Lima
Raquel Lima nasceu em 1983 (Lisboa). Licenciada em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, trabalha no Centro de Estudos Comparatistas da mesma faculdade. É atualmente aluna de Doutoramento do Programa Pós-Colonialismos e Cidadania Global (CES-FEUC) na Universidade de Coimbra. A sua investigação centra-se em literatura, tradição oral, subalternidades, diásporas e feminismos. Colaborou em diversas estruturas artísticas enquanto gestora cultural, na área da dança contemporânea, teatro, música, literatura, arquitetura, performance, cinema e artes visuais. Em 2011 fundou a Associação Cultural Pantalassa para a mobilidade artística no espaço lusófono. Escreve poesia para ser dita, tendo participado em vários eventos nacionais e internacionais dedicados à palavra e ao spokenword, em Itália, França, Polónia, Reino Unido, Bélgica, Brasil, Estónia, Espanha, Holanda, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suiça. Publicou os seus poemas em fanzines, antologias poéticas e coletâneas de literatura experimental, como as Edições Côdeas, o 3,2,1,SLAM!, Fazedores de Letras, Poetas do Povo, a fanzine feminista PPKDanada e antologia Crazy Tartu. Enquanto formadora de workshops de Poesia destaca o Slam São Tomé, no âmbito da residência artística ‘Portugal Contemporâneo com São Tomé e Príncipe’, o projeto ‘Palavra Dita e Feita‘ em Lisboa e no Porto, o 1º Poetry Slam Lusófono no âmbito da IV Bienal de Culturas Lusófonas e o Workshop ‘Poesia e Género’ em Tartu, Estónia (2015) e São Paulo, Brasil (2017). Entre 2012 e 2017 fez a Coordenação Geral do PortugalSLAM – Plataforma e Festival Internacional de Poesia e Performance. > saber mais 
 
Renan Inquérito

Brasileiro, mestre em Geografia pela Unicamp e doutorando pela Unesp. Iniciou sua trajetória como docente em assentamentos rurais, depois deu aulas para o ensino fundamental, médio, cursinho e faculdade. Artisticamente atua no movimento hip-hop desde 1997, quando fundou o grupo de rap Inquérito, com o qual gravou 5 discos ao longo da carreira.
Com três livros de poesias publicados seu trabalho mistura arte e educação pelo viés do hip-hop e da literatura. Na dissertação de mestrado “Cada Canto um Rap, Cada Rap um Canto”, (Unicamp, 2012), contou a história das regionalidades brasileiras através do rap. Assinou o roteiro da Ópera Rap Global em parceria com o sociólogo Boaventura de Sousa Santos, com quem também realiza pesquisas e prepara um livro.> saber mais 

 
Sara Araújo

Sara Araújo é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e uma das coordenadoras da Escola de Verão. Doutorou-se em Sociologia do Direito com uma tese sobre pluralismo jurídico e Epistemologias do Sul. Fez parte da equipa de coordenação do Projeto Alice, hoje transformado em Programa de Investigação em Epistemologias do Sul. Pertence ao coletivo que coordena a Universidade Popular dos Movimentos Sociais na Europa. Fez parte do Observatório Permanente da Justiça (2003-2005), foi membro da equipa de investigadores/a do Centro de Formação Jurídica e Judiciária de Moçambique (2005-2006) e investigadora associada do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane (2008-2010). Foi co-organizadora do livro A dinâmica do pluralismo jurídico em Moçambique (2014) e publicou vários artigos em revistas científicas sobre a justiça em Moçambique e a descolonização do Estado e do direito. É co-autora de dois capítulos no livro Retratos da justiça moçambicana: Redes informais de Resolução de conflitos em espaços urbanos e rurais (Org. André Cristiano José, 2016); autora, entre outros, de um capítulo no livro A ciência ao serviço do Desenvolvimento? Experiências de países africanos falantes de língua oficial portuguesa (org. Teresa Cruz e Silva e Isabel Casimiro, 2015), um capítulo no livro In Search of Justice and Peace. Traditional and Informal Justice Systems in Africa (Org. Manfred Hinz e Clever Mapaure, 2012); e um capítulo no livro Pluralismo Jurídico. Os novos caminhos da contemporaneidade (Org. Antônio Wolkmer, 2010). Os seus interesses de investigação incluem pluralismo jurídico, constitucionalismo transformador, cartografias jurídicas pós-abissais, direitos humanos e interculturalidade, educação popular, ecologia de saberes e de justiças. Tem experiência de trabalho de campo em Portugal, Moçambique e Timor-Leste  > saber mais

 
Teresa Cunha

Teresa Cunha nasceu no Huambo em Angola e vive em Coimbra, Portugal. Doutorada em Sociologia pela Universidade de Coimbra. Realiza um projecto pós-doutoral sob o título: Women InPower Women. Democracy, dignity and good-living in Mozambique, South Africa and Brazil. É investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. É Professora na Escola Superior de Educação de Coimbra, Formadora Sénior dos Centros Europeus de Juventude do Conselho da Europa e presidente da ONGD 'Acção para a Justiça e Paz'. Estudou teologia, filosofia, ciências da educação e sociologia. Os seus interesses de investigação são feminismos e pós-colonialismos no Índico; mulheres transição pós-bélica, seguranças e memórias; economias feministas; direitos humanos. Publicou os seguintes livros: Ensaios pela Democracia. Justiça, dignidade e bem-viver; Elas no Sul e no Norte; Vozes das Mulheres de Timor; Timor-Leste: Crónica da Observação da Coragem; Feto Timor Nain Hitu - Sete Mulheres de Timor; Andar Por Outros Caminhos; Raízes da ParticipAcção, para além de artigos em revistas científicas e capítulos de livros em vários países e línguas. > saber mais

 

 

Coordenação do curso

 

Sara Araújo

sara@ces.uc.pt

Bruno Sena Martins 

bsenamartins@ces.uc.pt

Teresa Cunha

teresacunha@ces.uc.pt

 
Teresa Cunha  teresacunha@ces.uc.pt

Rita Kacia Oliveira

(Assessora da Coordenação)

ritakacia@ces.uc.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Datas importantes

 

I.

Prazo de candidaturas:

 até 28 de fevereiro de 2019

 

II.

Notificação de aceitação ou não aceitação de candidatura: 

até 15 de março de 2019

 

III.

Data limite para pagamento da inscrição antecipada:

 1 de maio 2019

 

IV.

Data limite para pagamento da inscrição tardia:

 1 de junho de 2019

 

V.

Data limite para registo e  pagamento de caução:
(valor a descontar na propina)

20 de abril de 2019

 

 

 

 

Local da Escola de Verão

A Escola de Verão irá decorrer no Hotel das Termas - Curia, Termas, Spa & Golf, localizado na Curia, região centro de Portugal, a cerca de 2 horas de Lisboa, 1 hora do Porto, 45 minutos de Aveiro e 30 minutos de Coimbra. A organização da Escola de Verão assegura transporte de Coimbra, cidade onde está instalado o Centro de Estudos Sociais, para a Curia.
Para chegar a Coimbra, pode viajar para os aeroportos de Lisboa ou do Porto através de diversas companhias aéreas. Pode também viajar de comboio a partir de Espanha.
O ponto de encontro será o Centro de Estudos Sociais, em Coimbra, no dia 24 de junho de 2019, entre as 10h00 e as 12h00.

Porquê na Curia? A Curia, perto de Coimbra, com o parque natural como paisagem, é um cenário que permite nove dias simultaneamente intensos e tranquilos de aprendizagens e enriquecimentos mútuos. As termas tiveram o seu período áureo entre as décadas de 1920 e 1950, após esse período o turismo termal foi decaindo levando ao encerramento de serviços e à progressiva decadência de muitas das instalações existentes. A presença anual da Escola de Verão na Curia é também uma forma de contribuir para uma economia local frágil de que dependem muitas/os trabalhadores/as. O hotel onde a Escola de Verão ficará instalada acolhe muitos estudantes de hotelaria em formação e garante tranquilidade e preços que seriam impraticáveis num contexto urbano.

A Escola de Verão é autofinanciada e não gera lucro. O valor da inscrição é usado para assegurar a cada participante alojamento em quarto partilhado no Hotel das Termas da Curia; pequenos-almoços, lanches, almoços e jantares durante todo o curso; materiais de leitura e outros materiais usados nas oficinas; transporte ida e volta Coimbra-Curia.  O dinheiro das inscrições permite, ainda, financiar 4 bolsas para participantes sem condição económica para comportar o preço da inscrição, um mecanismo de ação afirmativa; bem como o alojamento e os honorários dos/as coordenadores/as de oficinas convidadas/os. Cobre, ainda as despesas de alojamento e alimentação das/os organizadoras/os da escola e dos/as formadores/as do CES, que não recebem qualquer honorário. 

 

 

Parcerias

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

Centro de Estudos Sociais (CES)

O Centro de Estudos Sociais foi criado na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra quatro anos depois do 25 de Abril de 1974, data da Revolução dos Cravos, e é, desde então, dirigido por Boaventura de Sousa Santos. À data da sua criação, era claro que Portugal devia conhecer-se melhor e conhecer a Europa, com quem vivia um momento de aproximação. Mas não podia ficar por aí. Tendo sido o povo Europeu com mais contactos extraeuropeus, Portugal estava numa posição privilegiada para servir como porta de vaivém entre a Europa e o mundo não europeu. Desde o início, alguns investigadores centraram-se no estudo da sociedade portuguesa, outros no espaço europeu e outros voltaram-se para os contextos latino-americano e africano. O contexto asiático surgiu no final da década de 1990.

O CES é, hoje, uma instituição científica vocacionada para a investigação e formação avançada na área das ciências sociais e humanas. Conta com um conjunto alargado de pessoas que desenvolvem investigação em diversas áreas. Entre o seu corpo de investigadores, encontram-se sociólogos, economistas, juristas, antropólogos, historiadores, especialistas das áreas da educação, da literatura, da cultura e das relações internacionais, geógrafos, arquitetos, engenheiros e biólogos.

Ao longo dos últimos anos, o CES conheceu uma assinalável expansão da atividade científica. O quadro dos seus investigadores tem aumentado constantemente, multiplicam-se os projetos de investigação, alargam-se as redes de cooperação internacional, crescem as atividades de cooperação com o meio exterior e os seus principais instrumentos de divulgação científica dão sinais de forte vitalidade.

Desde 1997, tem recebido a classificação de Excelente por um júri internacional no âmbito do Processo de Avaliação de Unidades de Investigação do, atual designado, Ministério da Ciência e Educação, vendo assim reconhecido os seus méritos científicos. Em fevereiro de 2002, foi concedido ao CES o estatuto de Laboratório Associado pelo então Ministério da Ciência com base em duas premissas centrais: em primeiro lugar, a capacidade demonstrada de desenvolver investigação inovadora sobre a sociedade portuguesa nas suas diferentes vertentes, bem como sobre as transformações atuais a nível mundial, com destaque para as sociedades semiperiféricas e do Hemisfério Sul, particularmente nos países de língua oficial portuguesa; em segundo lugar, o envolvimento do Centro com questões de interesse público, nomeadamente as políticas públicas e as novas formas de regulação; as relações entre o saber científico e a participação dos cidadãos; e o sistema legal e a reforma da administração da justiça.

A Universidade de Coimbra está situada na região centro de Portugal, na cidade de Coimbra. Com uma história que remonta a finais do século XIII, a UC é a universidade mais antiga de Portugal e uma das mais antigas da Europa. Em 22 de junho de 2013 foi declarada Património Mundial pela UNESCO.

 

Edições Anteriores

Esta é a quinta edição da Escola de Verão Epistemologias do Sul. A primeira edição teve lugar em 2014 e fundou-se a partir de uma iniciativa política e intelectual mais ampla, o projeto ALICE – Espelhos Estranhos, Lições Imprevistas: Definindo para a Europa um novo modo de partilhar as experiências do Mundo.

O projeto ALICE decorreu entre 2011 e 2017, foi dirigido por Boaventura de Sousa Santos e financiado pelo Conselho Europeu para a Investigação, uma das mais prestigiadas e competitivas instituições de financiamento internacional para a investigação científica de excelência em espaço europeu. Visou repensar e renovar o conhecimento científico-social à luz das Epistemologias do Sul, propostas por Boaventura de Sousa Santos, com o objetivo de desenvolver novos paradigmas teóricos e políticos de transformação social.
 

 

 

Contacto

 

Para qualquer questão, por favor, contacte-nos através deste email:

 

alicesummerschool@ces.uc.pt 

 

 

Telefone do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra:

+351 239 855570

 

 

 

 

Perguntas frequentes

1. Quem pode participar?

As candidaturas estão abertas a todos/as os/as que estejam disponíveis para participar num espaço desafiante de aprendizagens mútuas com o horizonte da descolonização do pensamento e da luta contra o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado. Espera-se a constituição de um grupo heterogéneo, composto por académicos/as de áreas diversas, artistas e outros/as profissionais, estudantes e ativistas, com origem em diversas partes do mundo. Valoriza-se o envolvimento dos/as participantes com movimentos sociais ou outras formas de ativismo ou luta social.

2. Quais as línguas de trabalho da Escola de Verão?

Mesmo reconhecendo as dificuldades operacionais da diversidade linguística, a Escola de Verão recusa a hegemonia da língua única e as exclusões que promove, estando aberta à participação dos/as falantes de português ou espanhol ou inglês. A tradução será parcialmente assegurada por tradutores/as profissionais. Nos momentos em que tal não seja possível, irá apelar-se à responsabilidade partilhada dos participantes que possam ajudar na tradução. Os/as professores/as estarão disponíveis para colaborar. 

3. Os/as participantes terão antecipadamente acesso ao material de leitura da Escola de Verão?

Sim. Pelo menos um mês antes do início do curso, os materiais de leitura serão disponibilizados por via eletrónica.

4.Onde e quando terá lugar a Escola de Verão?

A Escola de Verão terá lugar entre os dias 24 de junho e 2 de julho, 2019, no Hotel das Termas - Curia, Termas, Spa & Golf, localizado na Curia, a cerca de 30km de Coimbra, Portugal.Na região centro de Portugal, com o parque natural como paisagem, este é um cenário perfeito para uma semana simultaneamente intensa e tranquila de aprendizagens e enriquecimentos mútuos.

Para mais informações, ver Local da Escola de Verão.

5. Onde ficarão alojados os participantes da Escola de Verão?

Os/as participantes ficarão alojados, em quarto partilhado, no Hotel das Termas - Curia, Termas, Spa & Golf, a cerca de 30km de Coimbra, Portugal.  A organização prevê o alojamento dos/as participantes em quartos duplos. Os quartos são espaçosos, dispõem de duas camas, e são confortáveis para duas pessoas. Se nos for expressamente solicitado alojamento em quarto individual, caso exista disponibilidade no hotel, faremos marcação em quarto individual. Note que, nesse caso, ser-lhe-á cobrado uma taxa extra de 300 euros. Para mais informações, ver Local da Escola de Verão.

6. Os/as participantes terão acesso a internet durante a Escola de Verão?

Sim, o Hotel das Termas - Curia, Termas, Spa & Golf, dispõe de rede sem fios.

7. Os/as participantes da Escola de Verão receberão um certificado de participação?

Sim. Todos/as os/as participantes terão direito a um certificado de participação.

8. Até quando é possível apresentar candidaturas e qual a data limite para pagamento?

As candidaturas decorrem até 28 de fevereiro de 2019. Até ao dia 20 de abril de 2019, os/as candidatos/as aceites deverão proceder ao pagamento de um depósito no valor de 100€. Se completarem o pagamento até ao dia 1 de maio de 2019, beneficiam de uma taxa reduzida. A data limite para pagamento é o dia 1 de maio de 2018 (inscrição antecipada) ou 1 de junho (inscrição tardia, com custos acrescidos).
Para mais informações, ver candidatura, inscrição e propina e datas importantes.

9. A propina inclui alojamento?

Sim. A propina/taxa de inscrição inclui a participação em todas as atividades da Escola de Verão; alojamento em quarto partilhado; pequenos-almoços, almoços e jantares; lanches; materiais de leitura e o transporte de Coimbra para a Curia. A propina não inclui a viagem para Coimbra. A organização prevê o alojamento dos/as participantes em quartos duplos. Os quartos são espaçosos, dispõem de duas camas, e são confortáveis para duas pessoas. Se nos for expressamente solicitado alojamento em quarto individual, caso exista disponibilidade no hotel, faremos marcação em quarto individual. Note que, nesse caso, ser-lhe-á cobrado uma taxa extra de 375 euros. Veja Candidatura, inscrição e propina.

10. A propina inclui refeições?

Sim. A propina inclui a participação nos seminários; alojamento em quarto partilhado; pequenos-almoços, almoços e jantares nos dias de aulas; lanches; materiais de leitura e o transporte de Coimbra para a Curia. A propina não inclui a viagem para Coimbra. Veja Candidatura, inscrição e propina.

11. Ao efetuarem a inscrição e o pagamento, os/as participantes recebem uma confirmação?

Sim. Quando procedem ao registo, receberão a confirmação com a informação para procederem ao pagamento. Assim que concluírem o pagamento, recebem uma confirmação da transação.

12. Os/as participantes podem solicitar documentação para efeitos de visto ou fundos de apoio?

A comissão organizadora não ficará responsável pela obtenção de vistos ou fundos de apoio. No entanto, está disponível para prestar apoio aos/às participantes. Os/as participantes podem solicitar à organização documentos necessários para a viagem ou obtenção de fundos, nomeadamente cartas e/ou certificados. Para qualquer questão relacionada com estes assuntos, por favor contacte-nos: alicesummerschool@ces.uc.pt .

13. É necessário obter  um seguro de viagem?

Cada participante deve estar coberto por um seguro de acidentes pessoais, incluindo assistência médica em caso de emergência. Recomendamos que adquira também um seguro de viagem. Por favor, note que deve trazer as suas apólices consigo.

14. Para onde vai o valor da propina?

A Escola de Verão é autofinanciada e não gera lucro. O valor da inscrição é usado para assegurar a cada participante alojamento em quarto partilhado no hotel das termas da Curia; pequenos-almoços, lanches, almoços e jantares durante todo o curso; materiais de leitura e outros materiais usados nas oficinas; transporte ida e volta Coimbra-Curia.  O dinheiro das inscrições permite, ainda, financiar 4 bolsas para participantes sem condição económica para comportar o preço da inscrição, um mecanismo de ação afirmativa; bem como o alojamento e os honorários dos/as coordenadores/as de oficinas convidadas/os. Cobre, ainda as despesas de alojamento e alimentação das/os organizadoras/os da escola e dos/as formadores/as do CES, que não recebem qualquer honorário.
 
15. Porquê na Curia?

A Curia, perto de Coimbra, com o parque natural como paisagem, é um cenário que permite nove dias simultaneamente intensos e tranquilos de aprendizagens e enriquecimentos mútuos. As termas tiveram o seu período áureo entre as décadas de 1920 e 1950, após esse período o turismo termal foi decaindo levando ao encerramento de serviços e à progressiva decadência de muitas das instalações existentes. A presença anual da Escola de Verão na Curia é também uma forma de contribuir para uma economia local frágil de que dependem muitas/os trabalhadores/as. O hotel onde a Escola de Verão ficará instalada acolhe muitos estudantes de hotelaria em formação e garante tranquilidade e preços que seriam impraticáveis num contexto urbano.   

CONTACTO

alicesummerschool@ces.uc.pt 

+351 239855570 (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra)

 

 

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